Ziraldo, um brasileiro.

Conheça o Brasil pelas mãos de um dos criadores mais originais do nosso país

Ziraldo Alves Pinto nasceu em Caratinga, Minas Gerais, em 1932, primeiro dos 8 filhos do casal Geraldo e Zizinha. Herdou a arte de sua mãe e de dois avós, um deles músico e maestro de banda, o outro flautista e pintor. Seu talento no desenho já se manifestava desde a primeira infância, tendo publicado um desenho no jornal Folha de Minas com apenas 6 anos de idade.


Aos dezesseis anos de idade, vai para o Rio de Janeiro e em 1949 ilustrou contos da revista Coração. Nesse mesmo ano, publicou sua primeira história em quadrinhos, no Sesinho, de Vicente Guimarães. Sua carreira se inicia no magazine Era Uma Vez..., com contribuições mensais. Em 1954, começa a trabalhar no jornal A Folha de Minas, com uma página de humor. Em 1957, formou-se em direito pela UFMG, mas nunca exerceu a advocacia.

 

Em 1957, começou a publicar seus trabalhos na revista A Cigarra e na revista O Cruzeiro. É nesta publicação e, a partir de 1963, no Jornal do Brasil que conquistará notoriedade nacional. Seus personagens, entre eles Jeremias, o Bom, a Supermãe e o Mirinho, conquistaram os leitores. Ele também publicou charges nas revistas Visão e Fairplay.


Em 1960 lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil. Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início da ditadura militar.


Foi fundador e posteriormente diretor do periódico O Pasquim, tablóide de oposição ao regime militar, uma das prováveis razões de sua prisão, ocorrida um dia após a promulgação do Ato Institucional n. 5.

 

Com irreverência, humor abusado e charges polêmicas, o artista gráfico Ziraldo é também autor de livros, com uma produção marcada por temas nacionais e voltada para o público infantil, sendo seu maior sucesso editorial O Menino Maluquinho, já adaptado para cinema e televisão.

 

Graças à diversidade e riqueza de sua obra, não seria possível limitar seu trabalho a um campo particular - sejam as artes plásticas e gráficas, seja a literatura infantil. Ele é um pintor, um cartunista, um caricaturista, um jornalista, um teatrólogo e escritor.

 

Ilustrações de Ziraldo já figuraram em publicações internacionais como as revistas Private Eye, da Inglaterra, Plexus, da França, e Mad, dos Estados Unidos da América.

 

Seus livros venderam mais de 10 milhões de exemplares e foram publicados em vários idiomas. Suas histórias foram adaptadas para teatro e cinema.

 

Entre os prêmios recebidos, destacam-se


🏆 1969 🏆

Prêmio Nobel Internacional do Humor,

no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas;
 

🏆 1969 🏆

Prêmio Merghantealler, conferido pela Associação Nacional de Imprensa;
 

🏆 1980 🏆

Prêmio Jabuti de Literatura Infantil, pelo livro O Menino Maluquinho;
 

🏆 2004 🏆

Prêmio Hans Christian Andersen, pelo livro Flicts;
 

🏆 2005 🏆

Ordem do Mérito Cultural, outorgada pelo Ministério da Cultura;
 

🏆 2008 🏆

Prêmio Ibero-Americano de Humor Gráfico, conferido pela la Fundación
General de la Universidad de Alcalá, os Ministérios da Cultura e de Assuntos Exteriores e Cooperação, através de la Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo.

Também foi agraciado com o Prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte, o
Prêmio do Instituto Nacional do Livro, o Diplôme Loisirs Jeune e a Lista de Honra do International Board on Books for Young People.


No dia 3 de outubro de 2016 recebeu a Medalha de Honra da Universidade Federal de Minas Gerais em cerimônia presidia pelo reitor Jaime Arturo Ramírez no auditório da reitoria da universidade.


No dia 27 de novembro de 2017, Ziraldo recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Texto: Prof. Dr. Carlos Vainer

Coordenador  do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ

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